
A atualização da NR-1 trouxe para o centro do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos) os riscos psicossociais. Metas inalcançáveis, lideranças autocráticas e a falta de desconexão digital não são mais “problemas internos do RH”; são passivos trabalhistas em potencial.
Quando um Auditor-Fiscal do Trabalho ou o Ministério Público do Trabalho (MPT) entra em uma empresa, a primeira pergunta hoje é: “Como sua empresa mapeia e mitiga o estresse crônico e o assédio?”
Desta forma, no cenário corporativo de 2026, a eficiência operacional não é mais o único termômetro de sucesso. O novo campo de batalha da sustentabilidade empresarial atende por uma sigla técnica, mas de impacto humano profundo: NR-1.
Se você, gestor ou empresário, ainda enxerga a Norma Regulamentadora nº 1 apenas como uma burocracia do Ministério do Trabalho, sua empresa pode estar correndo um risco financeiro silencioso. O foco mudou: não estamos mais falando apenas de capacetes e luvas, mas da integridade mental dos seus colaboradores como um ativo jurídico e econômico.
Blindagem do FAP/RAT: Cada afastamento por transtorno mental (como o Burnout, consolidado como doença ocupacional) aumenta o seu Fator Acidentário de Prevenção. Isso significa que sua empresa pagará mais impostos sobre a folha de pagamento de todos os funcionários por causa de falhas em um único setor.
Ações Regressivas do INSS: O Estado tem sido agressivo. Se o INSS paga um benefício por incapacidade mental causada pelo ambiente de trabalho, ele pode (e vai) processar sua empresa para reaver cada centavo gasto com aquele segurado.
Produtividade e Turnover: O custo de substituir um talento estratégico perdido para o esgotamento mental é, em média, de 1,5 a 2 vezes o seu salário anual, considerando recrutamento, treinamento e a curva de aprendizado.
O modelo de advocacia que apenas “apaga incêndios” e faz defesas após a citação judicial está obsoleto. O Jurídico Estratégico atua como um parceiro de Inteligência de Riscos:
Auditoria de Processos Internos: Não basta ter um canal de denúncias; ele precisa ser auditável e seguro.
Treinamento de Lideranças: Transformamos diretores e gerentes em agentes de conformidade, evitando que uma ordem mal dada se transforme em uma indenização de seis dígitos por assédio moral.
Documentação Viva: O PGR não pode ser um documento de gaveta. Ele deve refletir a realidade. Se a empresa possui uma política de desconexão e gestão de metas, o Jurídico garante que isso seja prova robusta em qualquer fiscalização.
Em 2026, a conformidade com a NR-1 é o melhor seguro contra a imprevisibilidade e investir em prevenção psicossocial não é “custo”, é proteção de margem de lucro e fortalecimento de marca empregadora.
Sua empresa está pronta para uma fiscalização amanhã? Se a resposta não for um “sim” convicto baseado em dados e processos, é hora de conversarmos.
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