
Janeiro de 2026 marca o início de uma nova era para o empresariado brasileiro. O que antes era debate acadêmico e pauta legislativa agora é realidade no caixa. Com o início da vigência da CBS e do IBS, entramos no complexo “período de convivência”, onde o antigo e o novo sistema operam simultaneamente.
Para a indústria e o setor de serviços, esse cenário traz um desafio duplo: o aumento do custo de conformidade e o risco real de perda de competitividade.
Onde estão os riscos imediatos?
A Armadilha do Crédito Financeiro: No novo modelo, o crédito só é garantido se o imposto foi efetivamente pago na etapa anterior. Se o seu fornecedor falhar no compliance, quem perde o crédito é a sua empresa.
Contratos Defasados: Cláusulas de preço desenhadas para o ICMS e PIS/COFINS podem se tornar insustentáveis ou injustas sob a égide do IBS/CBS.
Parametrização de ERP: Erros na classificação fiscal neste momento de transição geram passivos que a malha digital do fisco identificará em tempo real.
A conformidade como estratégia de lucro agora não é apenas uma obrigação burocrática, é uma estratégia de tesouraria. Empresas que realizam o saneamento de dados, a auditoria de sua cadeia de suprimentos e a revisão estratégica de seus contratos de longo prazo conseguem capturar as desonerações de investimentos (Capex) prometidas pela nova lei, transformando o imposto em vantagem financeira.
A pergunta para este trimestre não é mais “quando” a reforma virá, mas sim: sua estrutura jurídica e fiscal está pronta para o sistema dual? Não deixe para reagir ao problema quando ele aparecer no balancete. O momento de blindar sua operação é agora.
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